COR · Relatório de Indústria 2026

10 aprendizados da indústria de consultorias na América Latina

Descubra em 3 minutos onde sua consultoria está diante das 300 que analisamos em toda a América Latina.

300+

conversas

6

países da América Latina

1

padrão que se repete

Argentina · México · Colômbia · Chile · Equador · Brasil

Onde está a sua consultoria?

O relatório diz o que encontramos em 300 consultorias. Este diagnóstico diz onde você se posiciona diante desse padrão. Uma pergunta de cada vez, em menos de 3 minutos.

Responda com honestidade sobre o hoje

Não como você gostaria que sua firma operasse, mas como ela opera de verdade. Quanto mais honesta a resposta, mais valioso o resultado.

Durante 2026 nosso time comercial conversou com líderes de mais de 300 consultorias em toda a América Latina, de firmas boutique de 15 pessoas a operações regionais presentes em seis países. Seu resultado é medido contra esse padrão.

Dessas conversas surgiu algo que se repete com uma consistência marcante: são organizações que vivem de vender aos seus clientes eficiência, dados e controle, e que, portas adentro, operam com a mesma falta de visibilidade que apontam nos outros. Estes são os dez aprendizados que dão forma às oito perguntas acima.

«São muito boas em ajudar seus clientes a tomar decisões baseadas em dados. Poucas aplicam esse mesmo padrão à própria operação.»

Dez dores que se repetem,
da primeira reunião à última

01

A rentabilidade é medida quando já é tarde demais

Você descobre se o projeto foi rentável quando já não dá mais para fazer nada.

Na maioria das consultorias, a pergunta 'esse projeto foi rentável?' só é respondida depois que ele fecha, nunca durante. Receitas e horas são cruzadas na mão, no Excel, semanas ou meses depois. Quando a leitura aparece, a chance de corrigir o rumo já passou.

"As principais dores estão em rentabilidade por projeto, custos, margens, desvios e atrasos, mas toda a leitura ainda é muito manual."
02

O registro de horas existe. O problema é que ninguém confia nele

Todo mundo aponta horas. Ninguém usa o dado para decidir.

Quase todas registram horas de alguma forma, mas o dado raramente chega limpo e no tempo certo a quem precisa dele. Aponta-se por obrigação, não para decidir. As tentativas de padronizar na marra, com treinamentos, lembretes e penalizações, deram resultados fracos.

"O timesheet virou um trâmite administrativo, não uma fonte de verdade."
03

As horas dos sócios são o maior custo invisível

As horas mais caras da operação não aparecem em nenhum relatório.

Sócios e diretores seniores participam ativamente da execução, mas raramente apontam suas horas com o mesmo rigor exigido do resto. O resultado é um custo real que não aparece em nenhum relatório: você pode achar que um cliente é rentável sem contar as horas mais caras de toda a operação.

"Controlar os tempos, sobretudo dos supervisores, é complicado."

Você se identificou? Meça onde você está em 3 minutos.

Fazer o diagnóstico →
04

O capacity planning é feito em reuniões, não em sistemas

Quem está livre para o próximo projeto se resolve na mão, num tetris de Excel.

Quem está disponível para o próximo projeto? Na maioria dos casos essa pergunta é respondida em uma reunião, cruzando informação na mão. Vários descreveram isso como um 'tetris' manual entre o time atual e o pipeline. O planejamento, que deveria antecipar, acaba reagindo.

"Capacity planning: confirmado como a principal peça faltante. Hoje resolvem no Excel, mas sem explorá-lo de verdade."
05

O stack tecnológico tem peças que não se falam

Você tem cinco sistemas e uma pessoa fazendo de ponte entre todos.

CRM, Monday ou Jira, Excel para rentabilidade, um ERP contábil, WhatsApp para coordenar. Cada consultoria tem sua combinação, mas o padrão se repete: são sistemas que não conversam, e alguém faz de ponte manual entre todos. Operar em múltiplas moedas e países multiplica a complexidade.

"Trabalha com múltiplas moedas: reais, pesos argentinos, pesos chilenos, dólar."
06

Os projetos de escopo fechado são os mais difíceis de controlar

Você cobra preço fechado sem saber quanto cada projeto custa por dentro.

Quando o modelo é por fee mensal ou preço fechado, some o incentivo aparente de medir tempo. Mas a rentabilidade desse modelo depende justamente de saber quanto cada projeto consome, o dado que menos se mede. A medição precisa viver portas adentro, nunca como um 'taxímetro' diante do cliente.

"Não querem apontar horas diante do cliente. O enquadramento deve ser exclusivamente como ferramenta de visibilidade interna."

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07

A mudança cultural assusta mais do que o problema que resolve

Uma implementação que deu errado deixou o time inteiro com medo da próxima.

Quase todas já viveram uma implementação grande que fracassou ou foi abandonada: NetSuite, Odoo, Oracle, desenvolvimentos próprios que ficaram ingerenciáveis. Isso deixou uma cicatriz: qualquer proposta nova é avaliada primeiro pelo risco de quebrar algo. A adoção gradual e de baixo impacto não é preferência, é condição.

"Qualquer proposta precisa transmitir implementação gradual e baixo risco."
08

Muitas desenvolveram sua própria ferramenta. Quase nenhuma ficou satisfeita

Você moderniza seus clientes com um sistema caseiro que já ninguém consegue manter.

Diferente de outras indústrias, boa parte das consultorias tem o talento técnico para construir sua solução, e muitas tentaram. Essas ferramentas resolvem algo pontual, mas ficam difíceis de manter sem um time dedicado, e acabam estagnadas. O paradoxo: modernizam seus clientes operando portas adentro com um sistema caseiro.

"Tentaram desenvolver uma ferramenta interna, mas ela ficou complexa e não têm time de desenvolvimento para continuá-la."
09

O decisor real quase nunca está na primeira reunião

Quem sente a dor não assina. Quem assina nunca viu a dor.

A primeira conversa costuma ser com Operações, Finanças ou um PMO: perfis que conhecem a dor, mas sem autoridade final de compra. A decisão passa pelos sócios ou pelo CEO, que muitas vezes não viram o problema de perto. Por isso a objeção de preço raramente é 'está caro': simplesmente não existia uma linha de orçamento para essa categoria.

"Não é decisora; a área de Projetos define esse tipo de mudança."

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10

A IA interessa. A governança da IA interessa mais

Você quer automatizar, mas poucos sabem como seus dados estão estruturados.

A IA aparece em quase todas as conversas, mas como pergunta operacional concreta: quem controla os dados que alimentam esses processos? O que acontece com a segurança e a rastreabilidade? Enxergam potencial real para automatizar propostas, relatórios e análises, mas condicionam isso a ter primeiro a estrutura de dados e o controle.

"A primeira dor com as ferramentas internas é a governança de dados: poucas pessoas conhecem a estrutura."

Serviços profissionais que confiam na COR

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Sua consultoria merece o mesmo rigor
que você exige dos seus clientes

Se você se reconheceu nesses dez pontos, não está sozinho. É, de longe, o padrão mais consistente que encontramos em todo o segmento durante 2026.

Vamos conversar sobre como enxergar com clareza o que hoje você gerencia às cegas.

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