As rotinas de trabalho nas agências estão mudando: com a inteligência artificial executando muitas tarefas, a transformação na forma como as agências trabalham, produzem e vendem acontece em ritmo acelerado.
Mas junto com os benefícios, surge uma dúvida recorrente: a IA pode melhorar a rentabilidade sem diluir o valor do talento criativo?
A resposta não só é positiva, como já existem agências que estão alcançando esse resultado.
O novo modelo operacional: Humanos + IA
De acordo com a 3ª edição do COR Report , a estrutura de custos de uma agência deixou de ser medida apenas em função de horas humanas. Hoje, o tempo investido se divide em dois grandes grupos: horas de talento estratégico e horas potencializadas por IA.
Horas de talento estratégico : criativos, planners, PMs e líderes que agregam valor a partir da experiência, visão e capacidade de resolver problemas complexos.
Horas potencializadas por IA : automações, geração de conteúdo base, análise de dados, tarefas repetitivas e operacionais que antes drenavam tempo valioso.
Essa mudança exige repensar como medir o valor do trabalho. Já não se trata apenas de “quantas horas leva um projeto”, mas de como combinar talento + IA para entregar mais valor em menos tempo , sem sacrificar qualidade.
Quais tarefas podem ser automatizadas?
Nem tudo deve (ou pode) ser automatizado. Porém, existem áreas onde a IA já demonstra eficiência superior:
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Redação de textos base e primeiras versões de conteúdo (utilizado por 34,7% das agências pesquisadas)
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Geração de ideias e insights iniciais para apresentações, campanhas ou brainstormings (30,2%)
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Traduções, resumos de reuniões, classificação de briefs ou documentos
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Análise de dados de performance e elaboração de relatórios automatizados
O objetivo não é substituir o criativo, mas liberá-lo de tarefas repetitivas para que possa focar no que realmente gera valor.
Como medir a rentabilidade nesse novo contexto?
A adoção da IA não significa “trabalhar menos”, mas sim trabalhar de forma mais eficiente. Em termos de rentabilidade, isso se traduz em:
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Mais horas faturáveis com o mesmo time : ao automatizar processos internos, reduz-se o tempo não faturável (reuniões, retrabalhos, tarefas administrativas).
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Menor carga operacional = menos burnout e turnover : algo essencial em um setor com taxa de rotatividade de 60%.
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Redução de desvios entre o planejado e o executado : com dados mais precisos sobre o que realmente demanda um projeto, evita-se perda de margem.
O que muda nos times
A IA não substitui talento, mas obriga a repensar os perfis dentro de uma equipe.
Já existem agências formando redatores que sabem editar prompts , PMs que analisam outputs gerados por IA e planners que combinam dados + insights com ferramentas automatizadas.
É uma mudança cultural e de mentalidade. Não se trata de reduzir o time, mas de fazer com que cada perfil trabalhe com mais foco e menos fricção.
Criatividade não está em risco
O que está em revisão é o modelo operacional das agências. As que melhor se adaptarem a esse novo esquema híbrido (talento + IA) serão as que conseguirão:
✅ Reduzir custos sem abrir mão da qualidade
✅ Proteger suas equipes do burnout
✅ Maximizar a rentabilidade com decisões baseadas em dados
A inteligência artificial não chegou para substituir a essência criativa da indústria. Chegou para libertá-la.
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