Existe um número que não aparece em nenhum balanço, que não tem linha própria no P&L, e que quase nenhuma firma de serviços profissionais consegue calcular com precisão. Chama-se retrabalho, e está corroendo a rentabilidade de dentro para fora.
Não é hipótese. É o que ouvimos, repetidamente, em conversas com diretores e sócios de consultorias em toda a região.
O problema que não tem nome (mas que todo mundo reconhece)
Você pede uma entrega. Ela é feita. O cliente pede alterações. É refeita. O sócio revisa e pede ajustes. É refeita de novo. No final, o que foi vendido como dez horas terminou sendo dezoito, e ninguém sabe exatamente onde foi a diferença.
Isso é retrabalho. E na maioria das firmas, não existe registro de quantas horas foram destinadas a ele.
O time sente. Os gerentes intuem. Os sócios enxergam nas margens que não fecham. Mas ninguém consegue apontar o número exato, porque o tempo nunca foi registrado de forma que permitisse enxergá-lo.
Quantas horas do seu time vão para refazer o que já estava feito?
A maioria das firmas não sabe. As que medem, não toleram.
A diferença entre os dois grupos não é o tamanho nem o tipo de consultoria. É a visibilidade. As firmas que começaram a registrar horas com granularidade suficiente, que conseguiram comparar o orçado com o executado projeto a projeto, descobriram que o retrabalho não era uma exceção ocasional. Era estrutural.
A COR registrou uma redução de 15% no retrabalho em firmas que implementaram acompanhamento real de horas e compararam planejado vs. executado de forma sistemática. Não porque mudaram a qualidade do time, mas porque passaram a enxergar o que antes era invisível.
O Excel não dá conta
O processo mais comum nas consultorias ainda é o lançamento manual de horas em planilhas. O problema não é só que isso leva tempo: é que essa informação chega tarde, chega incompleta, e quando chega já não serve para tomar decisões em tempo real.
Quando um gerente consegue analisar quantas horas reais levou um projeto, esse projeto já terminou. Ou pior, o próximo já foi vendido com o mesmo esquema deficiente.
O retrabalho prospera exatamente nesse vácuo, no espaço entre o que foi feito e o que se consegue demonstrar que foi feito.
O que muda quando se consegue medir
Quando uma firma consegue ver, em tempo real, a diferença entre horas orçadas e horas executadas por projeto, ao menos três coisas acontecem:
Primeiro, os desvios são detectados enquanto o projeto ainda está ativo, não quando já é tarde demais para corrigir.
Segundo, os sócios têm dados para a conversa com o cliente, para renegociar um fee, para justificar um adicional, ou simplesmente para entender por que certos projetos não fecham bem.
Terceiro, a firma começa a construir inteligência real sobre seus próprios processos: que tipo de projetos tende a desviar, em que etapas aparece o retrabalho, quais perfis estão mais envolvidos.
Isso não é tecnologia pela tecnologia. É profissionalizar a gestão.
O primeiro passo não é complexo
Não é preciso um processo sofisticado desde o dia um. As firmas que melhor resolveram isso começaram simples: registrar horas em macro etapas, comparar com o vendido, e a partir daí avançar para maior granularidade.
A resistência à mudança existe, e é legítima. As equipes de consultoria geralmente não estão treinadas para lançar horas em detalhe, e a mudança de hábito exige acompanhamento. Mas o custo de não fazer isso também não é neutro.
Cada hora de retrabalho que não é registrada é uma hora que a firma pagou e que nenhum cliente compensou. Isso tem um nome: prejuízo.
A COR é a plataforma de gestão operacional para firmas de serviços profissionais. Ajuda a lançar horas, medir rentabilidade por projeto e antecipar a capacidade do time, com a visibilidade que o negócio precisa para crescer sem perder margem no caminho.
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