Agências, Visibilidade30 de abr. de 2026

Rotatividade nas Agências: O Crescimento Que Se Paga com Pedidos de Demissão

O setor criativo convive com uma rotatividade anual de 60%. Por trás de cada saída há um projeto atrasado, um cliente fazendo perguntas e um conhecimento que vai embora sem que ninguém tenha documentado. O problema não é novo. O que é novo é entender que a rotatividade raramente explode: ela se constrói devagar, em silêncio, em lugares que ninguém observa.

COR

O Sistema Operacional de Rentabilidade.

01

Lucro primeiro, sempre

02

Governança de IA integrada

03

Benchmarks que importam

Há uma conversa que ninguém quer ter nas agências, mas que aparece sozinha a cada poucos meses. É aquela que se abre quando alguém da equipe avisa que vai embora. Às vezes é alguém-chave. Às vezes é alguém que tinha acabado de começar a engrenar. Quase sempre é alguém que o cliente conhecia pelo nome.

Quando acontece, a primeira reação costuma ser a mesma: a gente viu vir, mas não a tempo.

O setor criativo convive com uma rotatividade anual que gira em torno de 60%. Não é um dado qualquer. É um dos setores com maior fuga de talentos do mundo. E por trás de cada saída há um projeto atrasado, um cliente perguntando por que seu executivo mudou, um conhecimento que vai embora sem que ninguém tenha documentado.

O problema não é novo. O que é novo é entender que a rotatividade raramente explode. Ela se constrói devagar, em silêncio, em lugares que ninguém observa. Uma pessoa carregando o dobro do resto durante três meses sem que ninguém perceba. Um executivo que acaba organizando os pedidos do cliente porque eles chegam desorganizados. Uma equipe que chega na sexta-feira arrastando os pés, mas que na reunião de status diz que está tudo bem.

Essa zona cinzenta — entre o que se sente e o que se pode demonstrar — é onde o próximo pedido de demissão já está sendo incubado.

 

"O problema não é trabalhar muito. O problema é trabalhar sem visibilidade", afirma Camila Brando, Business Executive na Sancho BBDO.

 

Durante anos o debate foi cultural. As frutas no escritório, as sextas curtas, os rituais de equipe. Mas há uma pergunta mais básica que quase ninguém faz: quando alguém da equipe está à beira do limite, sabemos antes que peça demissão, ou sabemos quando o e-mail já foi escrito?

A diferença entre uma coisa e outra não é de sensibilidade do líder. É de visibilidade. Liderar pelo instinto funciona até que a equipe cresce, até que as contas se multiplicam, até que o mês se torna imprevisível. A partir daí, a intuição do gestor começa a ficar curta sem aviso.

Cuidar da equipe deixou de ser um valor declarado. É uma prática diária que precisa de informação para se sustentar. O resto é esperar que o problema se nomeie sozinho — geralmente quando já é tarde.

Quer saber mais?

Camila Brando, Business Executive da Sancho BBDO, contou como sua equipe passou de duas saídas mensais a zero rotatividade por mais de oito meses. Não foi uma grande transformação cultural — foram decisões diárias que tornaram visível algo que antes ninguém estava observando.

Essa conversa está registrada em um ebook breve, de 12 minutos de leitura [baixar ebook]. Vale a pena para quem lidera uma equipe e sente que a próxima saída já está sendo incubada, mesmo que ainda não tenha nome.

Voltar ao Blog

Quer ver sua rentabilidade
em tempo real?

Mais de 1.000 agências já usam a COR para proteger sua margem enquanto o trabalho acontece — não depois que já é tarde demais.