COR · Business Club SP · 2ª Edição

A IA deixou de ser o hype.
O tema é a agência.

Como ela se organiza, como decide, como fatura, como cuida da sua gente e como explica ao cliente o que está fazendo. A tecnologia já está. O que falta construir é todo o resto.

Realizado pela COR em parceria com o GAN·C-levels do mercado de comunicação·Escritório da Publicis Brasil·Dados do COR Report, 4ª edição

Quem esteve na mesa

MandarinMandarinfri.tofri.toFSB ComunicaçãoFSB ComunicaçãoHouse of CreativityHouse of CreativityIvoireIvoireSmollanSmollanum.aum.aMidhausMidhausAlmapBBDOAlmapBBDOPepperyPepperyDPZDPZPublicis GroupePublicis GroupeGreenzGreenzCheilCheilCapeCapeBrivia GroupBrivia Group
Participantes do GAN Business Club sentados em círculo durante o debate

O encontro

O que foi o Business Club SP, 2ª edição

A COR reuniu, em parceria com o GAN, C-levels do mercado da comunicação no escritório da Publicis Brasil. Na mesa: governança, modelos de negócio, rentabilidade e o elefante na sala, a IA.

Abrimos com cinco números do COR Report, nosso estudo com líderes de agências de 18 países. O que vem abaixo é o que ficou da conversa.

CORem parceria comGAN · Grupo de Atendimento & Negócios
Abertura do GAN Business Club 2ª edição

Os dados que a COR levou para a mesa

Cinco números para abrir o debate

São dados do COR Report, 4ª edição, a pesquisa que a COR faz com líderes de agências de 18 países, somados às CEO Roundtables de Cannes Lions 2026. Todos apontam para o mesmo lugar: a indústria está decidindo sobre o que não consegue ver.

01Governança

2,6%

das agências têm a IA integrada com impacto medido

95,6% já usam IA de alguma forma. Só 10% têm governança madura.

Tem muitíssimo uso e muito pouca gestão desse uso.

02Impacto real

21,1%

associam a IA a uma melhora direta de rentabilidade

79,8% percebem economia de tempo. 36% admitem que não medem esse impacto.

O tempo economizado não desaparece: é realocado sem critério e a margem não se move.

03Visibilidade

11,7%

controlam desvios entre o que foi vendido e o que foi executado em tempo real

Os outros 88,3% descobrem tarde.

A margem já foi perdida quando a maioria descobre.

04Margem

1 em cada 2

agências perde entre 15% e 40% do tempo em retrabalhos

27% não conseguem nem medir isso. 62% operam com margens entre 10% e 30%.

Isso explica por que a rentabilidade continua sendo a dor número um.

05Talento

23,2%

já têm menos posições júnior

46,5% não conseguem reter talentos-chave. Só 27,5% fazem re-skilling.

Se o júnior é automatizado, de onde saem os seniores de 2030?

COR Report, 4ª edição · Estudo realizado pela COR com líderes de agências de 18 países

Capa do COR Report, 4ª edição

De onde vêm esses números

O COR Report é o estudo que a COR faz todos os anos com líderes de agências: margens, desvios, retrabalho, pricing e, nesta edição, integração de IA. Esta é a 4ª edição, com respostas de 18 países.

Estudo
COR Report, 4ª edição
Amostra
Líderes de agências de 18 países
Complemento
CEO Roundtables · Cannes Lions 2026
Realização
COR
Ver o estudo completo

Tema 01 de 05 · Governança

A IA deixou de ser tendência.
Virou pauta de gestão.

A discussão já não é mais se a IA vai transformar o mercado. Ela já está transformando. A questão é como integrar essa tecnologia à gestão, aos processos e às decisões de negócio de forma estratégica, mensurável e capaz de gerar valor real.

E integrar não é adotar. Adotar ferramentas genéricas sem controle central gera falta de transparência nos custos, gastos duplicados e riscos sérios de exposição de dados.

Governança madura não é ter um manual de políticas. É alguém ter responsabilidade clara sobre como a IA é usada, o que pode ser delegado e o que não, e como o resultado é medido.

O custo por token caiu forte no último ano e meio, mas o custo total de IA por agência subiu. Mais barato por unidade, mais caro por mês — um custo fixo novo que entrou na estrutura às cegas.

Fonte: CEO Roundtables conduzidas pela COR · Cannes Lions 2026

Renata de Moraes Araújo apresentando os dados do COR Report e falando sobre governança e integração de IA no Business Club
O uso de IA envolve infraestrutura robusta, governança clara, segurança e uma arquitetura de dados que converse de verdade com o negócio.
Renata de Moraes Araújo, Regional Account Executive · COR

Fonte: COR Report, 4ª edição

Tema 02 de 05 · Mensuração

A IA está gerando eficiência.
Mas está gerando valor?

Mais do que criar métricas específicas para acompanhar o uso da IA, o desafio está em entender como ela influencia os indicadores que já importam: eficiência, rentabilidade, crescimento, qualidade e resultados.

A pergunta deixa de ser “quanto estamos usando IA?” e passa a ser “o que mudou no nosso negócio depois que começamos a usar?”.

A distância entre os 79,8% que percebem economia de tempo e os 21,1% que veem ganho de rentabilidade é a distância entre eficiência e captura de valor. A economia de tempo só vira margem quando alguém consegue responder três coisas: quanto tempo esse entregável levava antes, quanto leva agora, e para onde foi a diferença.

Porque tecnologia, por si só, não é resultado.

Fonte: COR Report, 4ª edição

Painel de debate durante o Business Club SP

A agência que usa IA apenas para produzir mais rápido está se comoditizando sozinha.

Tema 03 de 05 · Precificação

IA: custo, eficiência
ou novo valor?

Se a inteligência artificial faz uma agência produzir mais em menos tempo, o que exatamente passa a ser precificado? Durante muito tempo a precificação esteve ligada a uma lógica simples: horas de trabalho, recursos envolvidos e custo de operação. Com a IA, essa lógica entra novamente em discussão.

A conversa também passou pelas referências de mercado debatidas pelo Sinapro para 2026/27. E o dado de fundo é desconfortável: no nosso estudo, só 8,3% das agências conseguiram usar a IA como argumento para defender ou aumentar fees, enquanto 13,1% relataram pressão para baixo. Hoje a IA serve mais ao cliente para apertar do que à agência para se defender.

O desafio, então, é entender o que está sendo precificado: o tempo, a eficiência, a capacidade de entrega ou o valor gerado para o cliente?

Birger Kamrath falando sobre modelos de precificação no Business Club
A hora vendida vai deixar de ser a única unidade de medida. Quando parte do trabalho é executada por agentes de IA, com custos e precificação diferentes, cobrar por hora descreve cada vez pior o valor entregue. Vamos para modelos mistos: valor, resultado, output.
Birger Kamrath, Country Manager da COR no Brasil

A mesa discute

A gente vai cobrar isso como dos clientes?

Fabio Meneghatti, Co-Presidente do GAN e CEO, Sócio da Greenz

Não existe ainda um padrão no mercado. Vamos cobrar ou não? Tem agência que cobra, tem agência que não cobra.

Tatiana Pacheco, VP Produto do GAN e COO na Cheil Brasil

Temos que sair da discussão do quanto custa versus o quanto vale. Como usar a IA a nosso favor e não contra, como fizemos no passado aceitando a precificação hora x homem.

Leo Balbi, Founder / CEO · Milà.ag

Renegociar com dados reais passou de 24% para 47,6% em doze meses. Quem chega com evidência não pede, justifica.

Fonte: COR Report, 4ª edição

Tema 04 de 05 · Talento e cultura

A IA não elimina talentos.
Redefine funções.

Em vez de extinguir empregos, a IA obriga a repensar processos e redesenhar fluxos de trabalho, liberando as pessoas para focar no que fazem de melhor: pensar estrategicamente, criar e decidir.

E tudo depende do contexto: usada da forma certa, a IA amplifica os resultados de cada aplicação específica.

Mas cultura pesa mais que tecnologia. Não basta entregar a ferramenta e deixar o time se virar. É preciso acompanhar de perto, treinar e ajudar cada pessoa a entender como usá-la.

Engajar as gerações mais novas, dar espaço para experimentar e trazê-las para perto da construção dessa transformação não é um detalhe. É essencial, porque são elas que vão sustentar e liderar esse futuro daqui para frente.

O que uma agência vende para uma marca não é produção, é critério. E o critério se construía de um único jeito: rodando, errando e consertando a mesma coisa muitas vezes. Se esse degrau é apagado sem colocar nada no lugar, o problema não aparece neste trimestre — aparece em 2030.

“Se você não está trazendo gente por baixo, como vai formá-la lá em cima? O mentoring nunca foi tão importante como agora.”

David Sable, Vice Chairman da Stagwell e ex-CEO global da VMLCitado nas CEO Roundtables conduzidas pela COR · Cannes Lions 2026
Participante mais jovem falando durante o encontro
Plateia acompanhando o debate

Tema 05 de 05 · Repertório

Tecnologia sem repertório
não resolve.

A inteligência artificial democratizou o acesso à tecnologia. Mas isso não significa que todos estejam preparados para transformar essa capacidade em algo relevante.

Quanto mais acessível se torna a tecnologia, maior passa a ser a importância de quem sabe fazer as perguntas certas, interpretar contextos, tomar decisões e transformar informação em estratégia.

No fim, o diferencial não está apenas em ter acesso à tecnologia. Está em saber o que fazer com ela.

“Por trás do superpoder da IA precisamos de gente capacitada operando para fugirmos do copy paste e da mediocridade.”

Rodrigo Toledo, VP de Expansão do GAN e Founder e COO na DOJO
Materiais COR sobre a mesa durante o encontro

Organizar antes
de acelerar.

É a frase que responde a qualquer pergunta desse debate. A IA acelera o que já funciona e amplifica a desordem do que funciona mal — então a sequência não é opcional: primeiro se organiza a operação, depois se acelera.

E ordenar a operação significa uma coisa concreta: ver o trabalho em tempo real. Quanto tempo leva cada entregável, quanto deixa cada cliente, quanto desvio tem cada projeto enquanto ele ainda está aberto. Sem isso não há como medir o impacto da IA, defender um fee, proteger a margem nem saber quem do time está no limite.

Os cinco números desta página são cinco versões do mesmo problema: a indústria está decidindo sobre o que não consegue ver. Quem resolve isso não ganha porque trabalha mais — ganha porque entende melhor como trabalha.

80,6% dos líderes que responderam ao COR Report estão entusiasmados ou cautelosamente otimistas, e só 7,9% esperam demissões em massa. O cenário que eles veem não é colapso. É reorganização.

Fonte: COR Report, 4ª edição

O encontro

Foto oficial dos participantes do GAN Business Club 2ª edição
Participantes aplaudindo durante o Business Club SP
Participantes acompanhando a conversa sentados no chão
Participantes do Business Club durante o coffee break
Abertura do debate no escritório da Publicis Brasil

Business Club SP, 2ª edição · Realizado pela COR em parceria com o GAN · Escritório da Publicis Brasil, São Paulo

A conversa não termina aqui.

Os cinco números desta página são o começo, não a conclusão. O COR Report, 4ª edição, tem a leitura completa: como as agências de 18 países estão organizando a operação, defendendo a margem e integrando a IA ao negócio.

E o Business Club continua. A COR segue levando esses dados para a mesa, em parceria com o GAN, para que a conversa aconteça entre quem toma as decisões.

CORem parceria comGAN · Grupo de Atendimento & Negócios

Business Club. Conversas que conectam mercado, negócios e futuro.

Sobre a COR

A COR nasceu há dez anos de uma contradição: uma agência pode crescer, ganhar clientes e fazer um trabalho extraordinário sem saber com precisão se ganha ou perde dinheiro em cada projeto. Hoje são mais de mil agências em 38 países usando a plataforma para ver, em tempo real, quanto custa cada entregável, quanto deixa cada cliente e onde a margem está indo.

Durante décadas a economia de uma agência se organizou em torno de um único recurso: o tempo humano. A IA está mudando essa premissa. O desafio deixou de ser coordenar pessoas e passou a ser coordenar pessoas e agentes — com custos, velocidades e modelos de pricing completamente diferentes. É aí que a COR trabalha.

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