CEO Roundtables · Líderes de mais de 20 países
5 insights que levamos
de Cannes
Mesas fechadas onde os líderes de holdings e independentes da LatAm, Brasil e Estados Unidos falaram do que realmente os preocupa. Cruzado com a quarta edição do COR Report, com respostas de 18 países.
dos líderes se sente animado ou cautelosamente otimista diante das mudanças atuais. Lá fora se diz que as agências vão desaparecer. Dentro, oito em cada dez não vivem isso como uma ameaça.
A indústria não está desaparecendo. Está se reorganizando.
Maturidade em IA · adotar não é integrar
O uso está em todo lugar. O impacto medido, em pouquíssimos.
das agências usa IA em algum ponto da sua operação
tem a IA integrada com impacto realmente medido
O custo dos tokens caiu entre 80% e 90%. O custo total de IA por agência subiu entre 15% e 20%: como parece quase de graça, se usa sem limite. Um custo fixo novo que entrou na estrutura completamente às cegas.
Primeiro se organiza a operação, depois se acelera. Nunca o contrário.
Talento · o degrau que desaparece
O talento não se substitui, se forma de outro jeito.
não consegue reter seu talento-chave
não encontra perfis de dados, IA e estratégia
As duas dores estão praticamente empatadas, e é a pior combinação possível: uma pressiona os salários para cima, a outra trava a capacidade de assumir trabalho novo. Além disso, 23,2% já tem menos posições juniors e 27,5% está fazendo re-skilling de quem já tem.
Se o junior é automatizado, de onde saem os seniors de 2030?
Estruturas · o nome é governance
Holdcos vs. independentes: nenhuma estrutura ganha por padrão.
as grandes vão operar com menos headcount e mais automação
Holding companies
Ganham em controle, perdem agilidade. Tudo auditado, tudo controlado, e cada decisão passa por vinte filtros.
Independentes
Ganham em flexibilidade, perdem rastreabilidade. Pagam licenças de várias plataformas sem saber quem as usa nem onde geram valor.
Ganha quem organiza sua operação e decide com dados. O tamanho importa menos que a ordem.
Fees · a conversa mudou de direção
Hoje a IA serve mais ao cliente para apertar do que à agência para se defender.
agências têm a rentabilidade como principal desafio operacional
conseguiu usar a IA como argumento para defender ou subir fees
Quem chega com evidência não pede, justifica.
Valor humano · o que não vira commodity
A IA acelera. Não cria.
A IA pode
- — Processar milhões de referências
- — Gerar volume a uma velocidade antes impensável
- — Acelerar a execução
- — Recombinar o que já existe
A IA não pode
- — Ter um ponto de vista próprio
- — Emocionar de verdade
- — Produzir algo genuinamente novo
- — Sustentar critério, estratégia e relação com o cliente
Antes o difícil era executar. Hoje isso qualquer um faz em minutos. A escassez já não está na execução: o que falta é a ideia.
O humano e o operacional não competem. Se sustentam mutuamente.
Conclusão
A IA deixou de ser o tema.
O tema é a agência.
Como se organiza, como decide, como fatura, como cuida da sua gente e como explica ao cliente o que está fazendo. Os líderes que estão navegando melhor este momento não são os que têm a tecnologia mais avançada. São os que organizaram sua operação, chegam às conversas com dados e protegem o critério humano dentro dos seus times.
01
Organizar antes de acelerar
Entender para onde vai o tempo e qual conta deixa dinheiro.
02
Negociar com evidência
Custos reais, tempos medidos, margens por cliente.
03
Repensar como se forma o talento
Mentoria e formação de ofício passam a ser essenciais.
04
Parar de vender horas. Cobrar por impacto
Se o preço está atrelado ao tempo, cada melhoria paga menos.
Dados do COR Report, quarta edição · Conversas das CEO Roundtables do Cannes Lions, junho de 2026 · COR · Powered by data
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